terça-feira, 24 de maio de 2011



Suponho que as pessoas que fazem essas coisas encontrem justificativa no ciúme ou na “necessidade de saber”, mas isso em absoluto  convence. Todo mundo tem ciúme e todo mundo tem dúvidas, mas, acima desses sentimentos, há – ou deveria haver – uma escala de valores ditando o que pode e o que não pode ser feito.
As pessoas invadem por que se sentem de alguma forma donas dos outros. Cem anos atrás, cinquenta anos atrás, os costumes talvez autorizassem essa sensação. Hoje ela não faz sentido. Cada um de nós é dono do próprio nariz e tem direito (na verdade, tem necessidade) de preservar espaços próprios de existência. As pessoas que nada têm a esconder não devem ter nada que interesse.
O que se pode exigir dos parceiros é que não nos machuquem ou nos exponham levianamente. Que nos respeitem, enfim. 
  Quem vasculha a vida dos parceiros pode achar que procura respeito, mas está atrás de confusão. E loucura.Começa violando a própria ética e termina violando os direitos dos outros. Nada de bom resulta disso